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ARTIGOS - Kops Pires
 
[07.02.12 - 22h37]
Ser ou No Ser

O prncipe Hamlet, da Dinamarca, na tragdia homnima de William Shakespeare, em um dos mais clebres monlogos da dramaturgia mundial, medita sobre o ser ou no ser: eis a questo. Divaga, no seu imenso sofrimento, sobre a vida e a morte; a alegria e a tristeza; a dor e a justia. Ser ou no ser! Matar ou no seu tio Cludio, que tirara a vida de seu pai e se casara com sua me, assumindo o trono real, num enredo ao mesmo tempo dramtico e filosfico...!

Divagaes acerca de nossa prpria existncia, dos nossos problemas, da nossa origem, do nosso destino, das nossas crenas, so bastante comuns. Afinal, a vida em si cercada de mistrios e dvidas. Ainda somos vacilantes sobre as causas das nossas aflies e nem sempre temos convico sobre qual o melhor caminho a seguir para delas nos libertarmos. Caminhos muitas vezes tortuosos, ngremes, repletos de espinhos, mas que temos necessidade de percorr-los at alcanarmos a paz intimamente buscada.

Vivemos em um planeta de provas e expiaes, escola divina para o nosso aperfeioamento intelectual e moral. No processo evolutivo em que estamos mergulhados, ganhamos a cada encarnao nova oportunidade de reconciliao com as leis divinas. Inmeros so os erros por ns cometidos no nosso passado espiritual e que exigem, ante a justa lei de causa e efeito, a reparao devida. Carregamos ainda na nossa pequenez os vcios morais que nos atormentam, fazendo-nos tantas vezes sucumbir diante das provas.

Nossos sofrimentos de hoje so herana de nossos prprios atos pretritos, ao passo que nossa condio futura depende daquilo que somos e fazemos hoje. Tropeamos hoje nos pedregulhos que lanamos na nossa estrada no passado e estamos hoje preparando o nosso caminho nas vivncias futuras. Tudo, na verdade, obedece a uma perfeita aplicao da Justia Divina. Ao mesmo tempo em que somos responsveis pelos equvocos que cometemos, resgatando-os e reparando o mal praticado, tambm usufrumos das nossas prprias conquistas morais. Deus nos concede aquilo que merecemos. Os sofrimentos so consequncia natural de nossas ms escolhas, enquanto os gozos representam a justa compensao pelo bem praticado.

A porta larga que nos leva perdio deve ser sempre evitada; ainda que de difcil acesso, a porta estreita deve ser a nossa eterna busca, pois somente por ela que se chega a Deus. E essa porta estreita a obedincia aos ensinamentos de Jesus, que o caminho, a verdade e a vida, no se chegando a Deus seno por seu intermdio, conforme se v em Joo, cap. 14, versculo 6.

No se podendo conceber um Deus que no seja infinitamente justo e bom, misericordioso por excelncia, que no se admite tenhamos injustias em suas leis, de sorte que todos os nossos males so decorrncia de nossas escolhas. Nem sempre resgatamos esses erros em um mesmo perodo de vivncia carnal, fazendo-o em outras encarnaes, da no compreendermos, muitas vezes, as causas de nossos sofrimentos. necessrio que se compreenda esse mecanismo perfeito para que tenhamos resignao diante das provas a que nos submetemos, evitando novos tropeos que aumentem a nossa dvida. S assim chegaremos perfeio que tanto almejamos.

 

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